quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

25 discos nacionais que marcaram 2025, do pop ao rap

Talvez a palavra que melhor define a cena musical brasileira em 2025 é fertilidade. Artistas de diferentes gerações e trajetórias reforçaram o protagonismo de vozes que dialogam com a tradição e a inovação ao mesmo tempo, do mainstream à música independente.

Ajuliacosta apresenta um Novo Testamento (2025) para o rap, com mais presença feminina na cena. Este pensamento ainda é reforçado por Tasha & Tracie, com o aguardado primeiro álbum Serena & Venus (2025). O “rap gótico” das gêmeas ainda traz toques de house, R&B e funk, em uma narrativa sobre o sistema prisional. 

Outro lançamento que agitou os fãs de hip-hop foi Bunmi (2025), de Stefanie. Disponível em pré-venda no NRC+, a rapper paulistana estreia solo depois de 20 anos de carreira, consolidada por grupos como Simples, Pau-de-Dá-em-Doido e Rimas & Melodias

 Quem gosta da pista de dança já deu play em Rock Doido (2025), quinto álbum de Gaby Amarantos. Com uma estética que não passa despercebida — recriando a atmosfera das festas de aparelhagem — o tecnobrega é elevado a máxima potencial, reforçando o Pará como caldeirão cultural do Norte. 

 A lista segue com Terno Rei e Nenhuma Estrela (2025). O álbum, que traz parceria com Lô Borges na faixa “Relógio”, repete a fórmula de sucesso deles, que são já considerados ícones do pop-rock nacional. Outro lançamento na mesma pegada é a aguardada estreia dos Jovens Ateus, Vol. 1 (2025) apresenta o grupo paranaense, com o som que eles definem como "mosh triste", trazendo composições melancólicas, mas cheias de referências sonoras do pós-punk oitentista. 

 Ninguém teve medo de ser divertido — caso de Pelados em Contato (2025) e eliminadorzinho em eternamente, (2025). Quem gosta de rock ainda foi brindado com Caminhos Selvagens (2025), álbum de Catto, retornando após sete anos sem inéditas, com guitarras afiadas e inspirações em grandes divas, como PJ Harvey e Alanis Morissette

 Alguns dos lançamentos mais marcantes de 2025 passaram pelo catálogo do NRC e do NRC+ e chegaram a ser indicados ao Grammy Latino. — a exemplo de Coisas Naturais (2025), de Marina Sena, uma das queridinhas do pop nacional. Em seu terceiro álbum, a mineira ainda reforça as conexões da música nacional com o restante da América Latina, trazendo referências da bachata, estilo típico da República Dominicana. 

 Outro sucesso na premiação foi Um Mar Pra Cada Um, (2025) que garantiu para Luedji Luna a estatueta por “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira” — título #99 do clube. 2025, inclusive, foi um ano de efervescência criativa para a soteropolitana, que também lançou Antes Que a Terra Acabe (2025) — lançado no NRC+. Amor e ancestralidade, banhados por jazz e o soul, são seu mote para os álbuns-espelhos. 

Vale destacar, ainda, o retorno primoroso de Rubel com Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso? (2025), com sonoridade mais próxima de sua estreia, Pearl (2013), com instrumentação sutil, voz e violão que consolidou o carioca na nova MPB.

 E, por falar na nova MPB, Zé Ibarra despediu-se do Bala Desejo e reforça seu caminho solo com Afim (2025) — título de dezembro do NRC e indicado a Melhor Canção em Língua Portuguesa no Grammy Latino com “Transe". No álbum, o carioca é confessional, em disco que também se divide como compositor, produtor e intérprete — regravando faixas de Ítallo França (“Retrato de Maria Lúcia”), Sophia Chablau (“Segredo") e Maria Beraldo (“Da Menor Importância"). 

Rachel Reis explora o canto da “sereiona” em Divina Casca (2025), seu segundo álbum, disponível no NRC+. Seu pop suingado se une a seu carisma e presença de palco. No repertório, assim como Zé, ela traz uma releitura, dessa vez de “Sexy Yemanjá”, clássico de Pepeu Gomes, que, neste ano, também foi regravada por João Gomes.

 Então, A Noize selecionou 25 discos nacionais que marcaram 2025, com uma seleção que atravessa estilos, dos registros mais íntimos às produções cheias de ruptura, o ano trouxe discos que conversam com espiritualidade, política, pista de dança, afetos e muito mais.  

 

Ajuliacosta – Novo Testamento 

 

Alaíde Costa – Uma Estrela Para Dalva 

 

Catto – Caminhos Selvagens 

 

Clara Lima – As Ruas Sabem 

 

Ebony – Km2

 

eliminadorzinho – eternamente, 

 

FBC – Assaltos e Batidas 

 

Gaby Amarantos – Rock Doido 

 

Irmãs de Pau – Gambiarra Chic Pt.2 

 

Jadsa – Big Buraco 

 

Jovens Ateus – Volume 1 

 

Julia Mestre – Maravilhosamente Bem 

 

Luedji Luna – Antes Que a Terra Acabe 

 

Luedji Luna – Um Mar Pra Cada Um, 

 

Marina Sena – Coisas Naturais 

 

Pelados – Contato 

 

Rachel Reis – Divina Casca 

 

Rubel – Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?  

 

Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro – Handycam 

 

Stefanie – Bunmi 

 

Tasha & Tracie – Serena & Venus (Lado A) 

 

Terno Rei – Nenhuma Estrela 

 

Urias – Carranca  

 

Vanessa da Mata – Todas Elas 

 

Zé Ibarra – Afim 

 

Fonte: noize.com.br/25-discos-nacionais-2025

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